Índice de sitemaps: quando e como usar
Passou de 50.000 URLs — ou só quer organizar o rastreamento por seção? O índice de sitemaps é um arquivo simples com meia dúzia de regras que valem a pena conhecer.
Um índice de sitemaps é um arquivo XML que lista outros sitemaps em vez de páginas. Ele se torna obrigatório quando um sitemap passa de 50.000 URLs ou 50 MB, e opcionalmente útil bem antes disso, para organizar o site por tipo de conteúdo, idioma ou data. Você envia só o índice aos buscadores; eles descobrem o resto.
O que é um <sitemapindex>
Enquanto um sitemap comum usa <urlset> como raiz e lista páginas em elementos <url>, o índice usa <sitemapindex> e lista arquivos de sitemap em elementos <sitemap>. Os dois compartilham o mesmo namespace e as mesmas convenções: URLs absolutas em <loc>, datas W3C em <lastmod>. A definição formal está no protocolo sitemaps.org.
Quando você precisa de um
Dois gatilhos obrigatórios e um motivo prático:
- Mais de 50.000 URLs em um único arquivo: o protocolo obriga a dividir.
- Mais de 50 MB descompactado: mesmo com menos URLs, o limite de tamanho também obriga.
- Organização: mesmo um site médio ganha ao separar sitemaps por tipo de conteúdo (produtos, posts, categorias), por idioma ou por data de publicação. O relatório de sitemaps do Search Console mostra a cobertura por arquivo, então a divisão diz na hora qual seção tem URLs fora do índice.
Dividir por seção, idioma ou data
O critério de divisão é livre, então escolha o que torna os problemas visíveis. Uma loja costuma separar produtos, categorias e conteúdo editorial; um site multilíngue, um sitemap por idioma; um portal de notícias, um arquivo por mês ou por ano, de modo que só o arquivo do período corrente mude com frequência. Essa última estratégia combina bem com o <lastmod> por filho: os arquivos antigos ficam estáveis e os buscadores concentram as releituras onde há novidade.
Exemplo completo
Um índice mínimo com dois sitemaps filhos:
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<sitemapindex xmlns="http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9">
<sitemap>
<loc>https://example.com/sitemap-produtos.xml</loc>
<lastmod>2026-07-16</lastmod>
</sitemap>
<sitemap>
<loc>https://example.com/sitemap-blog.xml.gz</loc>
<lastmod>2026-07-10</lastmod>
</sitemap>
</sitemapindex>
Repare nos detalhes: o namespace é o mesmo dos sitemaps comuns; cada <loc> é uma URL absoluta apontando para um arquivo de sitemap (que pode ser .xml ou .xml.gz); e o <lastmod> é por filho, refletindo a última vez que aquele arquivo específico mudou.
As regras do protocolo
- Um índice pode listar até 50.000 sitemaps e, como qualquer sitemap, não pode passar de 50 MB descompactado. Na prática, isso cobre até 2,5 bilhões de URLs por índice.
- Índice dentro de índice não é permitido. Cada
<loc>de um índice deve apontar para um sitemap de páginas, nunca para outro índice. Só existe um nível. - Os sitemaps filhos devem estar no mesmo host que o índice, salvo a exceção de sitemaps declarados via robots.txt.
- O
<lastmod>de cada filho é opcional, mas valioso: ele diz aos buscadores qual arquivo mudou, poupando-os de rebaixar todos a cada visita. Atualize-o apenas quando o conteúdo do filho mudar de verdade.
Envie só o índice
No Google Search Console e no Bing Webmaster Tools, envie apenas a URL do índice. Os buscadores o leem e agendam a leitura de cada filho sozinhos; enviar os filhos um a um só duplica linhas no relatório. Pelo mesmo motivo, a linha Sitemap: do robots.txt deve apontar para o índice. Um efeito colateral útil: no Search Console, o relatório expande o índice e mostra o status de cada filho separadamente — é ali que você depura.
Vale entender também o ritmo de processamento: os buscadores não releem tudo a cada visita. Eles buscam o índice, comparam o <lastmod> de cada filho com o que conhecem e baixam apenas os arquivos que mudaram. É por isso que datas por filho verdadeiras aceleram a descoberta de conteúdo novo, enquanto datas idênticas em todos os filhos forçam releituras completas — ou fazem o campo ser ignorado de vez.
Como um validador verifica um índice
Validar um índice tem duas camadas. A primeira é o próprio arquivo: raiz <sitemapindex>, namespace correto, cada <loc> absoluto e bem escapado, datas em formato W3C, nenhum aninhamento. A segunda são os filhos: cada URL listada precisa existir, responder 200 e ser, ela mesma, um sitemap válido. O nosso validador de sitemap XML faz as duas: cole ou informe a URL do índice e ele valida a estrutura, lista os filhos encontrados e permite validar cada um com um clique — sem baixar nada manualmente.
Erros comuns em índices
| Erro | Consequência | Correção |
|---|---|---|
| Índice apontando para outro índice | Filhos aninhados são ignorados | Aplaine para um único nível de índice |
| Filho que responde 404 ou redireciona | Aquele bloco de URLs some do rastreamento | Corrija a URL do filho ou remova a entrada |
| Filhos em outro host ou esquema | Entradas descartadas pelos buscadores | Sirva índice e filhos no mesmo host canônico |
| lastmod idêntico em todos os filhos | O campo perde valor e passa a ser ignorado | Atualize por filho, quando o arquivo mudar |
| Páginas listadas direto no índice | Entradas inválidas; o protocolo não permite | Mova as páginas para um sitemap filho |
| Envio dos filhos em vez do índice | Relatórios duplicados e difíceis de ler | Envie apenas a URL do índice |
Nomeação e manutenção
Nomes previsíveis pagam dividendos na depuração: sitemap.xml para o índice e sitemap-produtos.xml, sitemap-blog.xml para os filhos, por exemplo. Regenere cada filho quando a seção correspondente mudar e atualize o <lastmod> dele no índice na mesma passada. Se o gerador cria filhos numerados (sitemap-1.xml, sitemap-2.xml), garanta que arquivos que deixaram de existir também saiam do índice — filho fantasma respondendo 404 é o erro de manutenção mais comum.
Antes de enviar, vale um minuto de verificação: rode o índice no validador e depois valide um ou dois filhos por amostragem. Se algum filho acusar problemas, o guia de erros de sitemap mostra a correção de cada um.